Perceber as necessidades

(texto de 2 mil toques, uso autorizado em troca do crédito)

Agência Consumidor Popular — A porta aberta para a rua ou um site de vendas têm em comum o acesso aos clientes. O fluxo é de fora para dentro, de indicações de boca ou referências que amadurecem ao longo de relacionamentos sempre do lado de fora e fora do controle do proprietário do empreendimento.

Por isso é comum que a gente confunda o cliente que chega com o mercado que a gente quer atingir. Tendemos a transformar a árvore rapidamente em floresta, numa tentativa de  generalizar para ganhar eficiência, esquecendo que a iniciativa do fluxo é sempre de fora para dentro, que se forma em ondas influenciadas pelos mais diversos ventos, hábitos e necessidades individuais.

Ondas que se somam e que mesmo chegando de maneira unitária em nossa loja, site ou ponto de venda são amostras ampliadas de um universo de consumidores e consumidoras que nos escolheu no seu fluxo rumo às necessidades cotidianas, que eventualmente escolhem nossos produtos ou serviços.

Em vez de concentrar sua atenção, portanto, no que o cliente compra aproveite o contato para tentar captar suas necessidades. Não precisa montar um banco de dados e contratar especialistas para assimilar e comparar as informações que recolherá, pois serão todas de conteúdo  qualitativo.

Por exemplo: caixas de fósforo repetidamente compradas podem indicar que existem muitos fumantes nas redondezas. Ou que foi aberto um novo templo no qual as pessoas têm o hábito de acender velas. Ao aproveitar a interação com os seus novos fregueses para descobrir qual a necessidade que os levou até a loja você perceberá a onda e encomendará além dos fósforos, as velas para atender às suas necessidades religiosas.

Ou seja, no mar de clientes que desejamos mergulhar é adequado olhar a formação das ondas, os ventos favoráveis, as condições das costas, clima e posicionar nossa rede nas confluências que mais nos são favoráveis. Pois, os consumidores, inevitavelmente, chegarão. Empurrados pelas necessidades deles, não de nossas ilações.

Crédito obrigatório: Texto de Marco Roza, da Agência Consumidor Popular
(www.consumidorpopular.com.br)


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